Coronavírus exige cooperação

O rápido aumento do número de casos de Covid 19, doença causada pelo novo coronavírus, fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar a situação como uma pandemia. O vírus se espalhou por todos os continentes, colocando regiões inteiras em quarentena e provocando o fechamento de fábricas e comércio, suspensão de aulas, além de cancelamentos de viagens e eventos em diversos países.

Nos últimos dias, a propagação de casos da doença tem deixado o cidadão brasileiro em estado de alerta. Ainda não há remédio específico para combater o novo vírus e a previsão é que, caso a situação não seja controlada, a Covid-19 poderá sobrecarregar o sistema de saúde pública de todo o país.

No Distrito Federal, que até o momento registra três casos confirmados, o cenário não é diferente. A preocupação com o avanço da doença tem mobilizado autoridades e profissionais da saúde que, diariamente, têm reforçado que a população deve de fazer sua parte, como a cirurgiã-dentista Camille Vanini.

Em mensagem compartilhada por aplicativos como o WhatsApp e o Instagram, a profissional ressalta que mais 100 países não têm poupado esforços para interromper a transmissão e impedir a propagação do vírus, que já soma mais de 128 mil casos em todo o planeta. “A ameaça se tornou real. Porém, não somos reféns desse vírus”, diz o texto.

Vanini também cita entidades como a OMS, Ministério da Saúde, Conselho Regional de Odontologia do Distrito Federal (CRO-DF) e a Associação Brasileira de Odontologia (ABO-DF) e ressalta a importância de cada uma como fundamental para que comunidades, famílias e indivíduos possam seguir as orientações e influenciar diretamente na trajetória da doença. “Nós profissionais da área de saúde estamos no corpo a corpo nesta linha de batalha e devemos seguir protocolos padrões de atendimento a pacientes com suspeita ou caso confirmados de coronavírus”, ressalta.

Diante do cenário, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) reforçou a necessidade de cautela e cuidado nas atividades desempenhadas pelos profissionais de saúde bucal que atuam em todo o território nacional. Segundo a autarquia, “o momento é oportuno para que ações conjuntas entre sociedade civil, agentes públicos, pesquisadores e profissionais de saúde busquem o rápido enfrentamento desta nova epidemia, diminuindo os danos à saúde da população e as consequências sociais e econômicas em nosso país.

O comunicado do CFO pede que os profissionais de saúde bucal fiquem atentos ao período de incubação do vírus, ou seja, o tempo entre o dia do contato com a fonte transmissora e o início dos sintomas - entre cinco e 14 dias. A entidade solicita, também, o redobrado cuidado e a utilização efetiva dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), evitando exposição e contágio, além da realização triagem anterior ao atendimento em consultório, para verificação de possíveis sintomas da Covid-19.

Em caso de sintomas detectados, os profissionais devem encaminhar os pacientes para atendimento médico com o descritivo observado.